Amantes do Carnaval

Tatuapé aposta em junção de sambas para cantar a luta por terra

Felipe Cruz - MTB 0063803

Rumo ao Carnaval 2026, a Acadêmicos do Tatuapé definiu o samba que embalará a sua apresentação no Grupo Especial de São Paulo. O samba-enredo foi resultado da fusão de duas composições internas (obras nº 2 e 8), após votação entre todos os departamentos da escola.

Mais de 20 compositores assinam a letra, dentre eles Turko, Zé Paulo Sierra, Silas Augusto, Rafa do Cavaco, Claudio Russo, Luis Jorge, Fabio Souza, Dr. Élio, Aquiles da Vila, Fabiano Sorriso, Marcos Vinícius, Lucas Donato, Salgado Luz, Daniel Goulart, Fabian Juarez, Fábio Oliveira, Wagner Forte e Chico Maia. A voz na avenida será do intérprete oficial Celsinho Mody.

Com o enredo “Plantar para Colher e Alimentar. Tem muita terra sem gente. Tem muita gente sem terra!”, assinado pelo carnavalesco Wagner Santos, em seu oitavo desfile pela escola, aborda a desigualdade no acesso à terra no Brasil e a luta da agricultura familiar, com forte diálogo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Narrativa do desfile

O desfile, conforme a sinopse, faz uma viagem simbólica: da “criação do mundo e do sopro divino da vida”, passa pela crítica à concentração fundiária e ao agronegócio e contrapõe com a cultura do campo, a agroecologia e o protagonismo do MST como guardião da natureza e da vida . A proposta é que o público perceba que alimentos saudáveis surgem da terra cuidada com coletividade, não do lucro concentrado.

Após o vice-campeonato em 2025, com 269,8 pontos, empatada com a campeã Rosas de Ouro e perdendo apenas nos critérios de desempate, a Tatuapé parte para o Carnaval de 2026 com o objetivo de conquistar o tricampeonato (seus títulos anteriores foram em 2017 e 2018). Os desfiles do Grupo Especial estão marcados para os dias 13 e 14 de fevereiro de 2026, com a ordem definida em 17 de maio na Fábrica do Samba.

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