A Dragões da Real entrou na avenida em 2026 nesta sexta-feira com o enredo “Guerreiras Icamiabas – Uma lendária história de força e resistência”, assinado pelo carnavalesco Jorge Freitas, a escola fez uma viagem mística e histórica ao coração da Amazônia, resgatando a lenda das Icamiabas — mulheres guerreiras que viviam em uma sociedade matriarcal, sem homens, e que dominavam as artes da guerra e da cura.
O desfile utilizou essa mitologia como um paralelo para exaltar a resiliência das mulheres brasileiras contemporâneas, transformando a passarela em um cenário de luta pela preservação ambiental e justiça social.
A estética foi um dos pontos altos da noite, com alegorias monumentais que misturam elementos da natureza com o luxo característico da agremiação. O destaque fica para o dragão gigantesco que veio logo na promeira alegoria. A bateria “Ritmo que Inspira”, sob o comando de Mestre Klemen Gioz, trouxe para o samba uma sonoridade única, incorporando flautas com timbres nativos e batidas que remetem à pulsação da selva. A cantora Lexa, como madrinha de bateria, personifica a garra dessas guerreiras à frente dos ritmistas.
No setor musical, o samba-enredo conduzido pelo intérprete Renê Sobral ecoou com o refrão marcante: “Quando o chão estremecer, Juremá, Juremê / Quando o rio chorar, Juremê, Juremá”. Com uma evolução técnica rigorosa e fantasias que narram a saga das guardiãs da floresta contra a destruição, a Dragões da Real desfilou como uma das favoritas ao título, mostrando que sua alma é “alma da floresta em oração”.
















